Rotavírus

Rotavírus

Na escola, no pronto-socorro, no condomínio. Os relatos sobre a ocorrência de casos de rotavírus parecem ter se multiplicado nos últimos meses em São Paulo. Ainda que não haja números oficiais, já que casos isolados não precisam ser notificados, a percepção dos pais não é equivocada. “O rotavírus é uma doença de alta incidência durante todo o ano. Contudo, nas épocas mais frias, o número de casos tende a aumentar”, explica o infectologista Ivan Marinho, da rede de Hospitais São Camilo (SP).

De acordo com a pediatra Filumena Gomes, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP), ainda não há explicação científica que mostre o comportamento sazonal do vírus, nas regiões onde as estações do ano são mais marcadas. No entanto, na maioria dos casos, o quadro é leve. Em média, apenas 1 em cada 75 crianças infectadas pelo rotavírus desenvolverão desidratação, que é a consequência mais grave da doença.

“O rotavírus é um vírus intestinal que se transmite por contato de pessoa a pessoa, geralmente, por meio das mãos. A transmissão também ocorre com objetos contaminados, sobretudo em ambientes de creches, escolas e hospitais. Os principais sintomas são: início súbito de diarreia, febre e vômitos”, explica Filumena.

Quando se preocupar?
A febre e o vômito costumam durar de um a dois dias, enquanto a diarreia, de quatro a cinco dias. Se a criança tem alguma doença crônica, se fica muito abatida, se a diarreia é muito intensa (em torno de 10 a 15 vezes por dia), ou se os vômitos não cedem nem mesmo com medicação, o indicado é procurar atendimento médico o mais rápido possível.

“Nas crianças pequenas, que adquirem a doença pela primeira vez, é que ocorrem os casos mais graves, que levam a complicações. Quando o indivíduo é vacinado ou pega a doença pela segunda ou pela terceira vez, ele já apresenta uma imunidade anterior, que o protege das formas mais graves. Se a criança não consegue ingerir água ou alimentos, devido à presença de vômitos incontroláveis, ou se apresenta desidratação, a internação hospitalar pode ser necessária”, diz a médica.

Nos casos mais sérios, quando o rotavírus se associa a infecções bacterianas intestinais ou quando não há tratamento adequado, como o aumento da oferta de líquidos, soro de hidratação oral e alimentação apropriada, o rotavírus pode até levar à morte.

A melhor maneira de prevenir a doença, segundo os médicos, é a vacinação. Eles também ressaltam a importância dos hábitos de higiene, como lavar as mãos frequentemente, além do aleitamento materno exclusivo para os bebês até 6 meses e de forma complementar à alimentação até 2 anos ou mais.

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